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Assassin’s Creed Unity – Review

Jogo lançado em 2014 leva o descendente da linhagem de assassinos à Paris da Revolução Francesa.

A Ubisoft lançou, em 2014, o jogo Assassin’s Creed Unity, dando continuidade à uma das franquias mais conhecidas dos games. Além da ambientação primorosa, a edição ganhou novas ferramentas de jogabilidade. O game foi lançado para PC, Playstation 4 e Xbox One.

Vale lembrar que outra franquia de sucesso da Ubisoft é a Far Cry, também lembrada pelo enredo linear.

Na introdução, o jogador conhece o protagonista de Assassin’s Creed Unity, Argo. O jovem teve o pai assassinado quando criança e passou a vida como servo de uma família da nobreza francesa. Logo Argo descobre que faz parte de uma linhagem de assassinos e segue em sua missão na busca por justiça e vingança.

Ambientado na França do século 18, em plena Revolução Francesa, o jogo aproveita muitíssimo bem seu fundo histórico. Como já é esperado da franquia, desvendar os cenários ricos e cheios de detalhes já é uma aventura por si só.

Contudo, fica a impressão de que o enredo poderia ser melhor desenvolvido. Muitos detalhes sobre o passado de Argo e suas motivações estão presentes, porém sem um destaque que os tornem relevantes. O mesmo vale para os personagens coadjuvantes.

Por outro lado, há grande variedade em personagens secundários ao longo das missões, que deixam a narrativa mais interessante. Outro ponto positivo completa a ambientação, já que as ruas de Paris aparecem como uma entidade própria, tomada por multidões que podem atrapalhar ou ajudar a completar as missões.

 

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Muitas possibilidades e novas ferramentas de jogo

 

Falta de missões a serem cumpridas não é um problema em Assassin’s Creed Unity. Bem longe disso, até quem optar por seguir direto no modo campanha vai encontrar uma boa variedade de tarefas. Aliás, no início isso pode até causar alguma impaciência, já que Argo demora um bom tempo para se tornar um assassino completo.

A campanha ganha ainda mais força com as missões secundárias, presentes em diversos pontos do mapa. Isso garante algumas muitas e boas horas de gameplay, sem que o jogo fique cansativo. Uma ótima chance de explorar todas as possibilidades de Assassin’s Creed Unity.

O protagonista Argo ganhou novos movimentos em relação aos games anteriores da franquia, tanto nos combates, quando nas escaladas por Paris. Ao enfrentar os adversários, Argo tem uma série de combos que podem ser usados como ataque ou defesa.

Contudo, um dos pontos altos do game ainda é explorar os telhados de Paris. A riqueza dos cenários sempre se fez presente em Assassin’s Creed, e essa edição não decepciona. O visual do alto de Notre Dame já se tornou uma cena clássica dos videogames.

Ao longo das missões, o jogador coleciona pontos que podem ser revertidos em novas armas, habilidades e outros itens. Porém, como os pontos não são tão abundantes, vale pensar bem nas escolhas. É aí que entra a estratégia de cada jogador.

 

Modo multiplayer colaborativo

 

Quem tiver acesso ao modo online pode curtir o multiplayer colaborativo de Assassin’s Creed Unity, já que não é possível competir com outros jogadores.

As missões colaborativas estão presentes em diversos pontos do mapa, e podem ter de dois até quatro participantes. Os gamers devem sempre trabalhar pelo bem geral do grupo e das missões. Vale saber que algumas consequências dos erros podem ser fatais para todos os envolvidos.

Participar dessas atividades em grupo pode ser bem divertido, principalmente para variar um pouco a dinâmica de cada jogador.

 

Viagem no tempo

 

Em diferentes momentos de Assassin’s Creed Unity, Argo pode encontrar portais que o levam a uma viagem no tempo. Assim, o protagonista passa por diferentes épocas e fatos históricos de Paris, como na Segunda Guerra Mundial.

Embora o recurso não tenha muita explicação, ou mesmo um papel definitivo na narrativa, não deixa de ser divertido. Afinal, é interessante ver como o assassino pode agir em diferentes situações.